Muçulmanos atacam cristãos egípcios

Egito

Desde o último dia 21, os cristãos egípcios das cidades de Farshoot, no alto do Egito, e também as vizinhas de Kom Ahmar, Shakiki e Ezbet Waziri, têm passado momentos de terror por conta da constante violência muçulmana. A multidão saqueou e queimou as propriedades de algumas pessoas, enquanto outras se refugiaram dentro de casa, temendo sair e serem violentados.

Segundo testemunhos, sete mulheres da Igreja Copta (cristã) foram levadas à força para o cativeiro.

O ato de violência dos muçulmanos intensificou-se após ser divulgada, no último dia 18, a notícia de que o jovem evangélico Giurgis Baroumi, 21 anos, de Kom Ahmar, havia abusado sexualmente de uma garota muçulmana de 12 anos identificada como “Yousra”. Girgis está detido e a polícia aguarda pelos resultados da perícia. Muitos acreditam que o incidente do abuso, que ainda não foi confirmado, serviu para que os muçulmanos usassem isso como pretexto para iniciar tal violência contra eles.

Segundo informações locais, cerca de três mil muçulmanos exaltados ficaram reunidos em frente ao prédio da Polícia em Farshoot, esperando pela transferência de Girgis Baroumi para o tribunal onde seria renovada sua sentença, para sequestrá-lo e matá-lo.

O pastor da Igreja Reverendo Benjamin Noshi estava dirigindo seu carro quando a multidão parou o veículo e o assaltou. Ele teve traumatismo craniano e está no hospital. À noite, muitas lojas e propriedades foram saqueadas e queimadas. “Eles estão destruindo a economia dos coptas nessas áreas”, disse Wagih Yacoub da Associação Cristã do Oriente Médio.

Embora forças armadas tenham sido acionadas, eles não tomaram nenhuma atitude para acabar com a violência, e estão a postos para proteger o quartel policial de Farshoot depois que a enfurecida multidão de muçulmanos lançaram pedras contra o quartel e atacaram oficiais.

Agência Unipress Internacional
EL

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